7 Erros no Ponto Manual de Intermitentes: O Risco que Custa Caro

Os erros no ponto manual de intermitentes, como rasuras e falta de geolocalização, geram graves passivos trabalhistas. A fragilidade do papel causa a inversão do ônus da prova e descumpre a Portaria 671/2021, sendo vital migrar para o ponto digital para garantir segurança jurídica e cálculos precisos.

Ilustração representando erros no ponto manual de intermitentes, com uma mulher segurando um relógio e um homem com uma moeda, simbolizando dúvidas e custos.

O trabalho intermitente é uma modalidade contratual que exige precisão e conformidade legal, especialmente no registro da jornada. A remuneração do trabalhador intermitente é baseada estritamente nas horas efetivamente trabalhadas, o que torna o controle de ponto o pilar de segurança jurídica para a empresa.

Apesar da obrigatoriedade do registro de ponto para estabelecimentos com mais de 20 empregados (Art. 74 da CLT) [1], e da permissão legal para o uso de métodos manuais, a prática de utilizar a folha de ponto manual ou planilhas de papel para o intermitente é um dos maiores erros no ponto manual de intermitentes que uma empresa pode cometer.

Este artigo detalha os 7 erros mais comuns e perigosos associados ao controle de ponto manual e apresenta a solução digital como a única via para evitar multas, ações trabalhistas e a descaracterização do contrato.

Os 7 Erros Mais Comuns e Perigosos no Ponto Manual de Intermitentes

O controle de ponto manual, seja em livro, folha de papel ou planilha sem mecanismos de segurança, é uma fonte constante de vulnerabilidade para o empregador.

Erro 1: Ausência de Rastreabilidade e Prova de Local

O trabalhador intermitente, por natureza, pode atuar em locais e horários variados. O ponto manual não oferece qualquer prova de que a marcação foi feita no local de trabalho.

  • Risco: Em caso de ação trabalhista, a empresa não consegue provar que o empregado estava no local de trabalho no momento do registro. A ausência de geolocalização e registro de horário seguro permite que o empregado alegue que o registro foi feito em outro local ou horário, invalidando a prova.

Erro 2: Fraude e Manipulação (O “Ponto Amigo”)

A folha de ponto manual é facilmente manipulável. O registro em papel ou a planilha de Excel não possui mecanismos de autenticação do usuário.

  • Risco: O empregado pode registrar o ponto de outro colega (“ponto amigo”), ou a própria empresa pode ser acusada de adulterar os horários. A falta de biometria facial ou digital torna o registro manual uma prova frágil e contestável em juízo.

Erro 3: Erros de Preenchimento e Rasuras

A dependência da ação humana para o registro e o cálculo é o principal catalisador de erros operacionais.

  • Risco: Rasuras, esquecimento de marcações, ou erros de transcrição de horários são comuns. No trabalho intermitente, onde a jornada é descontínua, a precisão é vital. Qualquer erro pode levar a um cálculo incorreto de horas extras ou verbas proporcionais, gerando passivos.

Erro 4: Inversão do Ônus da Prova em Ações Trabalhistas

Este é o erro mais custoso. A Justiça do Trabalho tende a desconsiderar o ponto manual quando há alegação de fraude ou inconsistência, invertendo o ônus da prova para a empresa.

  • Risco: Se o empregado intermitente alegar ter trabalhado em jornada superior à registrada, e a empresa não puder apresentar um registro de ponto inviolável e autêntico (como o fornecido por um REP-P ou REP-A), o juiz pode presumir como verdadeira a jornada alegada pelo trabalhador.

Erro 5: Descumprimento da Portaria 671/2021

Embora a Portaria 671/2021 [2] permita o registro manual, ela estabelece requisitos rigorosos para o controle eletrônico (REP-A e REP-P) que o ponto manual simplesmente não consegue cumprir.

  • Risco: A falta de um Arquivo Fonte de Dados ou de um Comprovante de Registro de Ponto (CRP) gerado automaticamente e assinado eletronicamente, como exigido pelos sistemas digitais, enfraquece a validade legal do registro manual.

Erro 6: Ineficiência no Cálculo de Verbas Proporcionais

O trabalho intermitente exige o cálculo de férias, 13º e DSR a cada pagamento. Fazer isso manualmente a partir de uma folha de ponto é extremamente ineficiente.

  • Risco: O tempo gasto pelos gestores para conferir, calcular e redigitar dados da folha de ponto para o sistema de folha de pagamento é um custo operacional oculto. Além disso, a chance de erro no cálculo das verbas proporcionais é alta, resultando em multas e reclamações trabalhistas.

Erro 7: Extravio e Dificuldade de Guarda

A lei exige que os registros de ponto sejam guardados por um longo período. O armazenamento de folhas de ponto em papel é suscetível a perdas, danos (incêndios, inundações) ou desorganização.

  • Risco: A perda dos registros de ponto é catastrófica em um processo trabalhista, pois a empresa perde a única prova de defesa. O ponto digital armazena os dados em nuvem, de forma segura e auditável, eliminando esse risco.

A Solução: Migração para o Ponto Digital Intermitente

Os erros no ponto manual de intermitentes não são apenas falhas operacionais; são passivos trabalhistas em potencial que podem custar caro à sua empresa.

A única forma de mitigar os erros no ponto manual de intermitentes é adotar um sistema de Ponto Digital, como o TIO Digital. [2]

A migração para o ponto digital intermitente é um passo fundamental para a conformidade legal, a eficiência e a segurança jurídica do seu negócio.

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Perguntas Frequentes (FAQ)

O que a Portaria 671/2021 diz sobre o ponto manual?

A Portaria 671/2021 permite o registro manual, mas a legislação trabalhista, em geral, exige que o empregador prove a jornada em caso de contestação. Devido à facilidade de manipulação e à falta de rastreabilidade, o ponto manual é considerado uma prova frágil em juízo, especialmente para o contrato intermitente.

O que é a descaracterização do contrato intermitente?

A descaracterização ocorre quando o contrato intermitente é utilizado de forma contínua ou com jornada fixa, sem respeitar a natureza descontínua do trabalho. A falta de um controle de ponto preciso pode ser um indício de descaracterização, pois impede a comprovação da intermitência da jornada.

Como o ponto digital evita o “ponto amigo”?

O ponto digital, especialmente os sistemas baseados em aplicativos, utiliza recursos de segurança como a geolocalização. A biometria garante que apenas o colaborador registrado possa bater o ponto, e a geolocalização confirma que ele está no local de trabalho.

Referências

[1] Planalto. DECRETO-LEI Nº 5.452, DE 1º DE MAIO DE 1943 (Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT).

[2] Planalto. PORTARIA/MTP Nº 671, DE 8 DE NOVEMBRO DE 2021.

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