A quebra de contrato intermitente pode acontecer por diversos motivos. Então, para evitar equívocos e problemas trabalhistas, veja quais as regras previstas para o regime intermitente no que diz respeito a rescisão de contrato.

Faça o download deste post inserindo seu e-mail abaixo

Não se preocupe, não fazemos spam.
Powered by Rock Convert

Primeiramente, o empregador precisar saber que o contrato de trabalho intermitente é um documento necessário por lei na relação de trabalho. Esse documento, por sua vez, visa proteger e esclarecer os direitos e deveres tanto do empregador, quando do empregado.

Em segundo lugar, a quebra de contrato, por sua vez, é uma expressão genérica e popular para o rompimento do contrato de trabalho.

Dito isto, vamos esclarecer as principais regras desse tipo de trabalho quanto a quebra de contrato intermitente.

Trabalho intermitente

O trabalho intermitente entrou em vigor em 2017, com a aprovação da Reforma Trabalhista pelo ex-presidente Michel Temer. A Lei nº 13.467, até então, promoveu mais de 100 alterações na CLT.

Além disso, criou no Brasil um novo regime de trabalho, que até então não era previsto por lei.

Assim, a partir da Reforma Trabalhista, o trabalho intermitente passou a ser amparado legalmente. Então, no que diz respeito ao que é o trabalho intermitente, de acordo com a Lei 13.467/2017:

“Considera-se como intermitente o contrato de trabalho no qual a prestação de serviços, com subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador.”

Quebra de Contrato Intermitente - documento de contrato de trabalho sendo rasgado

Rescisão de contrato

A rescisão de contrato de trabalho no regime intermitente é amparado por lei. Veja o que deve ser considerado na hora de rescindir o contrato de trabalho.

“Art. 484-A – O contrato de trabalho poderá ser extinto por acordo entre empregado e empregador, caso em que serão devidas as seguintes verbas trabalhistas.”

Assim, no contrato de trabalho, as verbas rescisórias são aquelas que, por lei, o funcionário tem direito quando existe a quebra de contrato intermitente. Por exemplo:

  • aviso prévio indenizado pela metade;
  • 50% da indenização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), etc.

Ainda de acordo com a legislação vigente que ampara o trabalho intermitente, fica estabelecido que:

“Art. 452-D.  Decorrido o prazo de um ano sem qualquer convocação do empregado pelo empregador, contado a partir da data da celebração do contrato, da última convocação ou do último dia de prestação de serviços, o que for mais recente, será considerado rescindido de pleno direito o contrato de trabalho intermitente.” (NR)

Tipos de demissão

Quando a quebra de contato acontece por motivos de justa causa, o trabalhador perde o direito de receber as verbas rescisórias. São consideradas motivos para demissão por justa causa, por exemplo:

  • improbidade;
  • incontinência de conduta / mau comportamento;
  • condenação criminal do empregado passado em julgado, caso não tenha havido suspensão de execução e pena;
  • desídia no desempenho das funções;
  • embriaguez habitual ou em serviço;
  • abandono de emprego;
  • ato lesivo da honra ou da boa fama;
  • prática constante de jogos de azar.

Entretanto, se não for o caso da demissão por justa causa, o trabalhador intermitente terá direito as devidas verbas rescisórias.

Verbas rescisórias no trabalho intermitente

Conforme a legislação vigente, veja quais são as verbas rescisórias que devem constar no desligamento no funcionário intermitente:

“Art. 452-E.  Ressalvadas as hipóteses a que se referem os art. 482 e art. 483, na hipótese de extinção do contrato de trabalho intermitente serão devidas as seguintes verbas rescisórias:

I – pela metade:

a) o aviso prévio indenizado, calculado conforme o art. 452-F; e

b) a indenização sobre o saldo do Fundo de Garantia do tempo de serviço – FGTS, prevista no § 1º do art. 18 da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990; e

II – na integralidade, as demais verbas trabalhistas.

§ 1º  A extinção de contrato de trabalho intermitente permite a movimentação da conta vinculada do trabalhador no FGTS na forma do inciso I-A do art. 20 da Lei nº 8.036, de 1990, limitada a até oitenta por cento do valor dos depósitos.

§ 2º  A extinção do contrato de trabalho intermitente a que se refere este artigo não autoriza o ingresso no Programa de Seguro-Desemprego.” (NR)

“Art. 452-F.  As verbas rescisórias e o aviso prévio serão calculados com base na média dos valores recebidos pelo empregado no curso do contrato de trabalho intermitente.

§ 1º  No cálculo da média a que se refere o caput, serão considerados apenas os meses durante os quais o empregado tenha recebido parcelas remuneratórias no intervalo dos últimos doze meses ou o período de vigência do contrato de trabalho intermitente, se este for inferior.

§ 2º  O aviso prévio será necessariamente indenizado, nos termos dos § 1º e § 2º do art. 487.” (NR)

Modelo de rescisão de contrato

Para auxiliar o empregador no período da quebra de contrato de trabalho, baixe gratuitamente o modelo de rescisão de contrato intermitente. Além de previnir equívocos e problemas trabalhistas com o funcionário, o empregador tem a segurança de estar de acordo com as leis vigentes.

Modelo de Rescisão de Contrato IntermitentePowered by Rock Convert

Ademais, no caso de dúvidas, entre em contato com a equipe do TIO Digital. Além disso, não deixe de compartilhar esse artigo! Assim, as informações daqui podem ajudar outros empregadores do seu ciclo de contatos.

Por fim, deixe seu comentário abaixo, o que achou desse conteúdo?

 


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *